A maior obra de reabilitação da NVE, na zona Norte, está finalmente concluída e abriu as suas portas numa cerimónia de inauguração no passado sábado, dia 12 de fevereiro de 2022.

O Teatro Jordão e a Auto Garagem Avenida (edifício concomitante) foram reabilitados pela NVE em consórcio com a Costeira – Engenharia e construção, S.A., e deram ao coração da cidade berço um espaço onde se reavivam memórias e se projeta o futuro, num edifício que representa um património arquitetónico muito marcante na cidade de Guimarães.

A cerimónia de abertura contou com as intervenções de várias personalidades que ocupam um lugar de destaque no município de Guimarães, na cultura e na educação. Entre elas, o Presidente da Câmara de Guimarães - Dr. Domingos Bragança, o Presidente da Sociedade Musical de Guimarães - Dr. Vítor Hugo Ferreira de Matos, o Presidente CCDRN (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte) - Eng. António Augusto Magalhães Cunha e o Reitor da Universidade do Minho - Rui Vieira de Castro.

Pelas palavras do Exmo Sr. Presidente da Câmara de Guimarães, o Teatro Jordão é “um lugar emblemático, uma casa de cultura e encontro dos vimaranenses”. Deixou ainda um agradecimento especial ao Gabinete de Arquitetura Pitágoras Group e ao consórcio Costeira / NVE, “pela resiliência mostrada nos tempos difíceis da pandemia, que levaram a cabo uma obra exigente e difícil e deram o seu melhor para que fosse possível concluir a obra”.

Durante a tarde foi possível ainda desfrutar de uma atuação dos Jovens Cantores de Guimarães, ao mesmo tempo que foi exibido um vídeo com a evolução da obra desde o seu início ao resultado final, e também conhecer todos os pormenores da obra durante uma visita feita a toda a extensão do edifício.

O Teatro Jordão havia antes sido inaugurado a 20 de novembro de 1938 e é um exemplar típico dos cineteatros construídos à época no país, tendo constituído então um marco de modernidade no seu contexto urbano.

Foi, pelo seu contexto histórico, importante que não se perdesse a essência do edifício original e se criasse uma simetria entre a funcionalidade do edifício e os valores a ele associados.

A função do Teatro Jordão perdeu-se com o tempo, mas a volumetria e um espelho de modernidade, representada nas fachadas viradas à Avenida D. Afonso Henriques, constituem a única memória objetiva de todo o conjunto edificado.

Hoje, o edifício do Teatro Jordão, não passa despercebido a quem passar ao seu lado. Imponente, de traços marcados, numa dicotomia entre o histórico e o moderno, este edifício tem um lugar de destaque na cidade, e é quando a noite cai que é possível ver, ao longe, a luz que com que ilumina tudo à sua volta.

É neste espaço que vai funcionar o curso de Teatro da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas e o de Artes Visuais da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, bem como a Escola de Música do Conservatório de Guimarães, afirmando Guimarães enquanto cidade de formação e produção cultural.

O seu auditório terá capacidade para 386 lugares, com uma estrutura flexível e acessos adaptados para visitantes de mobilidade reduzida.

Este foi, sem dúvida, um dos projetos mais aliciantes e do qual a NVE mais se orgulha de ter feito parte. Pela dimensão da obra, pelo período de incertezas por que passamos durante parte da sua construção, pela necessidade de modernizar sem perder a identidade histórica e pela quantidade de pessoas envolvidas no projeto, foi um desafio excecional, mas a NVE, e a sua equipa de profissionais, esteve à altura de o concretizar com sucesso.