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Edifício Rua Duque D'Ávila

O Olhar

Praça dos Restauradores, 72

Reabilitar não é fazer de novo, é analisar, estudar, propor a solução que encaixe nos modelos e modos de vida atuais mas recuperando e dignificando o património. O edifício apresentava uma construção em gaiola pombalina sobre as quais descarregam os pavimentos em madeira dos pisos elevados.

A estrutura, também de madeira é complementada por duas paredes interiores de frontal, com cruzes de Santo André, dispostas paralelamente às fachadas, nos alinhamentos anteriores e posteriores da caixa de escadas.

Architecture Carlos Sousa Coelho | Miguel Passos de Almeida
Estruturas Maria do Carmo Baptista Vieira | Miguel Plá Villar
Hidráulicos Rita V. P. Duarte | Miguel Plá Villar
Eletricidade Carlos Vieira
ITED Rui Liberato
CVCA João Duarte Teixeira Pinto

O Lugar

Intervir num edifício localizado numa das praças mais emblemática de Lisboa, especialmente quando se trata de um edifício com mais de 150 anos, traz sempre uma mistura de sensações. Por um lado é aliciante, por outro, acarreta um enorme peso, pela história e património que carrega.

O edifício da Praça dos Restauradores n.o 69 a 75, construído em meados do século XIX, estava integrado no plano complementar de reestruturação da Baixa, havendo registos da sua construção que apontam para o período entre 1844 e 1855. A volumetria típica do modelo pombalino, com 4 pisos originais e um piso ampliado numa grande água-furtada / ”janelão” abrange cinco dos sete vãos da fachada e data dos finais do século XIX e/ou princípios do século XX.

L'oeuvre

A nível estrutural, as lajes ficaram assentes em vigas de madeira apoiadas em perfis metálicos. A cobertura foi toda reconstruída em vigas de madeira, visíveis dos apartamentos do quarto piso. O pavimento foi executado em flutuante de carvalho e os tetos das salas e quartos são do tipo “saia e camisa”, muito característicos deste tipo de edifícios. 

Ao nível da carpintaria, o principal objetivo foi sempre o de tentar manter a “alma” do edifício com guarnições, portas e portadas dos vários vãos com muitos boleados e recortes, à semelhança dos originais. A caixilharia contribuiu para que o edifício mantivesse a sua essência original de madeira e duas cores, o verde-garrafa e o branco. 

A fachada foi toda reparada, quer ao nível do revestimento da parede de alvenaria, quer do gradeamento. Neste foi mantido o original, preenchido de caracóis, uma forma tão característica deste tipo de edifícios.

Construção

Reabilitação

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